O escritor africano Mia Couto, em uma coletiva com jornalistas na Bienal do Livro no Ceará, em 2004, afirmava que o colonialismo não havia morrido com o advento das independências; somente tinha mudado de turno e de executores. Dizia aos jornalistas que durante décadas os africanos haviam procurado culpados para as suas infelicidades e incompetências. Inicialmente culparam os colonizadores. Em seguida, construíram imagens românticas do que eram antes deles. Os colonizadores tinham ido embora, dizia ele, mas novas formas de colonialismo continuavam acontecendo, e essas novas formas eram naturalmente geridas entre ex-colonizadores e ex-colonizados. Dizia ele: “Vamos ficando cada vez mais a sós com a nossa própria responsabilidade histórica de criar uma outra história”.
Fonte: Plano da Secretaria de Economia Criativa - Políticas, Diretrizes e Ações 2011 a 2014
(Source: sebrae.com.br)
because this week is all about remembering.
and how sad it is to be left behind to try and understand.
Calvin and Hobbes on the creative process. Semi-relatedly, 5 essential books on overcoming fear in the creative process.
“Free to be Me” by Haroula Rose